| Você sabia que a AIDS também é uma DST?
As DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) são
doenças causadas por vírus, bactérias ou outros micróbios que aproveitam o momento do sexo para passar de uma pessoa para outra. Para tratar as DSTs, é necessário procurar o Serviço de Saúde, você não deve procurar a farmácia e tomar remédio por conta, além disso, se um tem DST, o parceiro também pode ter e os dois precisam de tratamento.
Se você ou seu parceiro (a) tiver, na vagina, no pênis ou no ânus:
- Verruga
- Corrimento
- Coceira
- Mau cheiro
- Bolhas
- Ferida
- Ardor ao urinar
- Dor na relação sexual
Vocês podem estar com DST.
As DSTs mais comuns são:
- Cancro Mole
(Cancróide, cancro venéreo simples, "cavalo" )
- Candidíase
-
HPV
(Condiloma Acuminado, Crista de Galo)
- Gonorréia (Uretrite Gonocócica, Blenorragia, Fogagem)
- Hepatite B
- Herpes Genital
- Linfogranuloma Venéreo(Doença de Nicolas-Favre, Linfogranuloma Inguinal, Mula, Bubão)
- Pediculose do Púbis (Ftiríase, Chato)
- Sífilis
- Tricomoníase
-
Infecção por Trichomonas
- Vaginose bacteriana
- Aids
Cancro mole
O cancro mole é causado pela bactéria Haemophilus ducreyi, transmitida pela prática de sexo vaginal, anal ou oral com pessoa contaminada. A manifestação dessa doença pode vir acompanhada de dor de cabeça, febre e prostração. Os sintomas aparecem de 02 a 05 dias após o contágio. Primeiro surgem pequenas e dolorosas feridas, úlceras, nos órgãos genitais externos. Nas mulheres essas lesões aparecem nos pequenos e grandes lábios ou no períneo, nos homens aparecem no prepúcio e na glande.As úlceras podem ser únicas ou múltiplas. Uma úlcera pode originar outras, através da auto-inoculação, ou seja, a secreção das feridas pode atingir a parte da pele ainda sadia e desencadear outras lesões. As lesões apresentam a parte central purulenta, amarelada, e as bordas nítidas e irregulares. São
moles e dolorosas e normalmente acompanhadas de inflamação dos gânglios da virilha, ínguas, que supuram, ou seja abrem-se, permitindo a saída de secreção purulenta.

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Candidíase Vaginal
Também conhecida como monilíase vaginal. A cândida é um fungo geralmente presente no trato gastrointestinal e região perianal. Ele cresce bem no meio ácido da vagina, podendo colonizá-la. O controle do seu crescimento depende da presença de outros micro-organismos na flora vaginal normal. Muitas vezes ele aparece quando ocorre um desequilíbrio entre os integrantes da flora vaginal normal. A resistência do organismo cai pelo uso de antibióticos de amplo espectro, gravidez, diabetes, infecções, doenças que causam deficiência imunológica como AIDS, ingestão excessiva de carboidratos ou o uso de alguns medicamentos, como anticoncepcionais orais e corticóides. A candidíase não é considerada uma doença sexualmente transmissível (DST), entretanto o parceiro sexual pode apresentar sintomas como coceira ou irritação no pênis.
Os sintomas mais freqüentes nas mulheres são o corrimento espesso tipo nata de leite, geralmente acompanhado de coceira e irritação intensa da vagina e vulva que podem piorar na época da menstruação e com a relação sexual. O exame clínico e a realização de exame direto da secreção vaginal em solução salina ou usando hidróxido de potássio a 10% evidencia a presença do fungo. O tratamento inclui o uso de antifúngicos em óvulos ou cremes vaginais ou por via oral. A prevenção salienta a correta higiene e o uso de roupas íntimas de algodão, evitando calor e umidade na área genital.

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HPV
Os papilomavírus humanos (HPV) são vírus da família Papillomaviridae, capazes de induzir lesões de pele ou mucosa, as quais mostram um crescimento limitado e freqüentemente regridem espontaneamente. Existem mais de setenta subtipos diferentes de HPV.
As infecções clínicas mais comuns ocorrem nas regiões genitais como vulva, ânus e pênis. Também existem estudos que demonstram a presença rara dos vírus na pele, na laringe (cordas vocais) e no esôfago. Já as infecções subclínicas são encontradas no colo do útero. De fundamental importância é a constatação de que o desenvolvimento de qualquer tipo de lesão clínica ou subclínica em outras regiões do corpo, que não genital, é bastante raro.
Os principais sinais são corrimentos, aparecimento de verrugas na vagina (ou no pênis) e dor ou sangramento na hora da relação sexual.

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Gonorréia
Seu agente é o Neisseria gonorrhoeae, é uma doença infecto-contagiosa que se caracteriza pela presença de abundante secreção (corrimento) purulenta pela uretra no homem e vagina e/ou uretra na mulher. Este quadro frequentemente é precedido por prurido (coceira) na uretra e disúria (ardência miccional). Em alguns casos podem ocorrer sintomas gerais, como a febre. Nas mulheres os sintomas são mais brandos ou podem estar ausentes (maioria dos casos).
Complicações/Consequências:
Abôrto espontâneo, natimorto, parto prematuro, baixo peso, endometrite pós-parto. Doença Inflamatória Pélvica. Infertilidade. Epididimite. Prostatite. Pielonefrite. Meningite. Miocardite. Gravidez ectópica. Septicemia, Infecção ocular (ver foto abaixo) , Pneumonia e Otite média do recém-nascido. Artrite aguda etc.

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Hepatite B
Pessoas com o HBV (vírus da hepatite B) desenvolvem a doença aguda, mas recuperam-se em até seis meses. Uma minoria, cerca de 10%, torna-se portador crônico do vírus. A transmissão ocorre quando o sangue ou fluidos orgânicos contaminados entram na corrente sangüínea. O vírus é encontrado no sangue, saliva, sêmen, secreção vaginal, fluxo menstrual, urina e leite materno.
A transmissão pode ocorrer da mãe para o bebê, no parto ou durante o aleitamento; contato sexual (homo ou heterossexual) sem preservativo; uso de seringas e agulhas; transfusões de sangue e derivados não testados e transplante de tecidos e órgãos. A hepatite B pode passar despercebida ou produz um estado semelhante a um resfriado. Nas formas mais graves aparecem febre, mal-estar e erupções cutâneas. A infecção crônica pode resultar em extensas lesões hepáticas que progridem para a cirrose e carcinoma hepatocelular, um dos tipos de câncer mais rapidamente fatais e de difícil tratamento. Na hepatite fulminante, que atinge uma minoria dos pacientes, a inflamação hepática piora e grandes áreas do fígado podem ser destruídas, provocando óbito em 50% dos pacientes, por falência aguda do fígado.
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Herpes genital
Herpes genital é uma infecção comum, em geral transmitida por contato sexual. É causada por um de dois membros da família herpesvírus , normalmente o vírus do herpes simples tipo 2 (HSV-2). O contágio é feito através de relação sexual, contato direto com bolhas ou feridas abertas que estejam infectadas ou durante o parto. Os sintomas se caracterizam por aparecimento de pequenas bolhas doloridas na região genital. Quando essas bolhas se rompem, formam uma ferida extensa que causam muita dor. Acompanha febre, dor muscular, virilhas inchadas, "queimação" ou urinar. As bolhas desaparecem sem deixar sinal. Porém o vírus continua no corpo e pode fazer futuros ataques, normalmente quando a resistência imunológica estiver baixa. Não existe tratamento para eliminar o vírus. O herpes favorece o aparecimento de câncer no colo do útero.
Se a infecção aparecer nos primeiros meses de gravidez, aumenta o risco de aborto.

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Linfogranuloma venéreo
Seu agente é o Chlamydia trachomatis. O Linfogranuloma venéreo caracteriza-se pelo aparecimento de uma lesão genital (lesão primária) que tem curta duração e que se apresenta como uma ulceração (ferida) ou como uma pápula (elevação da pele). Esta lesão é passageira (3 a 5 dias) e frequentemente não é identificada pelos pacientes, especialmente do sexo feminino. Após a cura desta lesão primária, em geral depois de duas a seis semanas, surge o bubão inguinal que é uma inchação dolorosa dos gânglios de uma das virilhas (70% das vezes é de um lado só). Se este bubão não for tratado adequadamente ele evolui para o rompimento espontâneo e formação de fístulas que drenam secreção purulenta.
Complicações/Consequências: Elefantíase do pênis, escroto, vulva. Proctite (inflamação do reto) crônica. Estreitamento do reto.

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Pediculose do Púbis
Seu agente é o Phtirus Púbis. É uma infestação da região pubiana causadas por um inseto do grupo dos piolhos e cuja única manifestação é o intenso prurido que causa. Por contiguidade pode acometer também os pelos da região do baixo abdome, ânus e coxas. Eventualmente acometem as sombrancelhas e cílios (auto-inoculação). Se transmite principalmente pelo ato sexual, porém pode ocorrer através de roupas de cama, vestimentas, uso comum de toalhas e vasos sanitários.
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Sífilis
É uma doença muito perigosa, pois apresenta caráter sistêmico, isto é difunde-se por todo organismo. O agente causador da sífilis é a bactéria Treponema pallidum . É adquirida através da prática do sexo vaginal, anal ou oral com pessoa contaminada, além de transfusão de sangue contaminado ou da mãe grávida contaminada para o feto.
A doença apresenta três fases distintas de evolução: primária, secundária e terciária. No estágio inicial, denominada fase primária, a doença é diagnosticada pelo surgimento de feridas indolores com bordas altas, nítidas e endurecidas, denominadas cancro duro ou cancro sifilítico na região genital, que também podem aparecer em outros locais do corpo. Esses sintomas desaparecem sem devido tratamento médico, neste caso, dando a impressão de falsa cura, aí reside seu grande perigo pois a infecção sifilítica continua presente.
O período secundário manifesta-se de 6 a 8 semanas após a infecção e apresenta uma exantema cutâneo generalizado (erupções cutâneas chamadas roséolas sifilíticas) e raramente pústulas e nódulos; alterações das mucosas (placas) na boca e na faringe. Sem tratamento, os exantemas continuam reincidentes durante 2 a 3 anos. Seguem anemia grave com linfocitose, esplenomegalia e hepatomegalia.
O período terciário manifesta-se entre o terceiro e o quinto ano, após a infecção (em casos não tratados). As lesões terciárias consistem, principalmente, em sifilomas tuberosos e gomas na pele, mucosas, ossos, vísceras, sistema cardiovascular e SNC. A sífilis no período terciário, devido ao comprometimento do sistema cardiovascular, em geral letal, é chamada sífilis cardiovascular.
A neurossífilis apresenta-se em aproximadamente 10% dos casos não tratados, entre 4 e 35 anos após a infecção, e caracetriza-se por: meningite sifilítica, tabes dorsalis (ataxia motora) e paralisia progressiva.

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Tricomoníase
Tricomoníase é um tipo de infecção da vagina e do pênis. É uma doença sexualmente transmissível que pode ser tratada e que não causa problemas de saúde mais sérios.Existe um microorganismo chamado Tricomonas vaginalis que causa a infecção. Parceiros sexuais que não usam preservativos, podem disseminar o microorganismo através de secreções. Muitas mulheres que são infectadas pelo Tricomonas não desenvolvem sintomas. Quando os sintomas surgem são principalmente corrimento abundante juntamente com um prurido (coceira) vaginal. Em outros casos a mulher pode apresentar um corrimento fluido com pouca cor e ainda um certo desconforto na micção. A maioria dos homens não apresentam sintomas, e quando existem consiste em uma irritação na ponta do pênis.
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Infecção por Trichomonas
Sinônimos: Uretrite ou vaginite por Trichomonas, Tricomoníase vaginal ou uretral, Uretrite não gonocócica (UNG). A mais comum é a provocada pela Chlamydia e seu período de incubação varia de 4 a 30 dias. Causa o aparecimento de uma secreção fluido e parecido com muco. Cerca de 2/3 das pessoas apresentam a uretrite pós-gonocócica, com secreção clara e esbranquiçada ou simplesmente uma excreção discreta liberada antes da primeira urina matinal. Pode trazer ainda uma pequena ardência ao urinar, coceira nos órgãos sexuais e desconforto, com fisgadas na uretra.
O vírus da herpes também pode causar uretrite. Seus sintomas são secreção e dor intensa ao urinar, além do aparecimento de gânglios na virilha. De 20% a 30% das pessoas tratadas, voltam a ter o problema. Isso pode estar relacionado a doses insuficientes do medicamento, ingestão incorreta do mesmo, reinfecção, falta de tratamento do parceiro sexual ou mesmo a presença de outros agentes infecciosos, como a Trichomona vaginalis, Candida albicans, entre outros.
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Vaginose bacteriana (Gardnerella vaginalis)
O corrimento vem amarelo ou branco-acinzentado, com um cheiro forte de peixe, que piora durante as relações sexuais e na menstruação. É o nome atual de uma infecção vaginal que até há pouco tempo recebia vários nomes: hemófilus vaginal, infecção vaginal inespecífica, gardnerella vaginal. A vaginose bacteriana, apesar do nome, não é causada por nenhum micróbio ou bactéria em especial. Ela é um desequilíbrio ecológico da vagina, causado pela falta das bactérias “protetoras” e pelo excesso de bactérias “estranhas à vagina” - como as bactérias do intestino e as do esperma. Às vezes ela pode estar associada às relações sexuais primeiro pelo ânus e depois pela vagina. Se você for fazer isso, use uma camisinha para a relação anal e troque por outra para a penetração vaginal. A vaginose, além de alterar o corrimento, pode provocar algum ardor ou um pouco de coceira na vagina. Mas na metade dos casos, a mulher pode ter vaginose sem apresentar qualquer sintoma. Embora a vaginose bacteriana seja a infecção vaginal mais comum, hoje sabe-se que quando a mulher a contrai, fica com a vagina “desprotegida”, o que facilita a entrada do vírus HIV (em três vezes) e das outras infecções transmitidas pelo sexo. A vaginose também aumenta as chances de uma doença inflamatória pélvica e de inflamação no colo do útero. Ela também pode levar a problemas na gravidez ou na relação sexual.
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Usar camisinha previne DST.
Vida sexual sem DST é melhor, mais segura e mais gostosa. Cuide da saúde do seu relacionamento!
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