Prevenção

Exposição acidental : O que é o coquetel do dia seguinte?
São os medicamentos anti-retrovirais usados após a pessoa ter exposição acidental ao vírus. No Brasil é preconizado após acidentes de trabalho, quando médicos ou pessoal da enfermagem se ferem com uma agulha ou objeto cortante contaminado; ou em vítimas de estupros. Em alguns países, como a França, tem sido recomendado também depois de relação sexual sem preservativos com parceiro infectado.

Transmissão vertical – Redução:
Transmissão vertical de HIV/AIDS é a transmissão do vírus da mãe infectada para o seu bebe, durante a gestação e o parto. Esse fato se dá através do cordão umbilical e pelo aleitamento materno. Embora o bebe receba, também, alguns anticorpus considerados defesas contra o HIV, a infecção é inevitável e o bebe pode nascer já com a doença.
Esse tipo de incidência foi reduzido graças aos trabalhos de prevenção com o uso da droga conhecida como AZT, a primeira a ser usada no tratamento de doentes com AIDS, a partir do último trimestre da gestação. O risco dos bebes de contraírem o vírus, que antes era de 15%, caiu para 5% nos partos normais, e par 1% nos partos com cesariana.
Este programa já esta sendo aplicado pelos serviços públicos de saúde da maioria dos paises, inclusive no Brasil através do S.U.S.
Hoje em dia já é possível para um casal que seja portador, mesmo que seja somente um dos parceiros, ter filhos saudáveis, embora a orientação é para que ambos se previnam com o uso de preservativos.

O que é sexo seguro?
Sexo (mais) seguro envolve algumas medidas para impedir o contágio pelo HIV ou outras doenças sexualmente transmissíveis, durante as relações sexuais. Constitui-se, basicamente de: usar camisinha durante as relações sexuais vaginais e anais com penetração – evitando, assim, a trocas de fluídos (esperma; secreção vaginal; sangramento menstrual) e usar preservativo também durante o sexo oral. Não se esqueça: há várias outras formas de trocar carinho e afeto, como roçar, beliscar e lamber o corpo do (a) companheiro (a), além de masturbação mútua.

A camisinha realmente previne a infecção pelo HIV?
Os preservativos são meios eficazes e capazes de impedir a transmissão sexual do HIV, desde que alguns cuidados sejam respeitados. Para a camisinha não arrebentar, é importante:
- Olhar o prazo de validade;
- Abrir a embalagem só na hora de usar;
- Não usar lubrificante oleoso (manteiga, óleo, vaselina, etc);
- Só usar lubrificante é base de água (KY, Preservgel, glicerina líquida, etc);
- Colocar a camisinha sobre o pênis quando já estiver ereto;
- Apertar a ponta da camisinha antes de desenrolar;
- Desenrolar até a base do pênis;
- Tirar a camisinha logo depois da ejaculação, com o pênis ainda ereto;
- Usar uma camisinha nova, a cada relação.

Eu e o meu parceiro somos soropositivos. Precisamos usar preservativo na hora do sexo?
Sim. Porque, com o passar dos anos, os anticorpos do soropositivo vão perdendo sua capacidade de neutralizar o HIV. Além disso, quando ocorre re-infecção pelo vírus da Aids pode-se receber cepas (espécies) de vírus diferentes das de origem, que, eventualmente, têm maior poder de infectividade, causando maiores danos, podendo, inclusive, dificultar o controle da doença. Outro problema é ser re-contaminado com vírus que já sejam resistentes a medicamentos ainda não utilizados, impedindo o seu emprego futuro.

Como evitar ou diminuir o risco durante o sexo oral?
Se for realizar sexo oral em um homem, recomenda-se que o parceiro use preservativo, para evitar o contato direto boca/pênis. Caso o pratique em uma mulher, aconselha-se o uso de uma barreira que impeça o contato direto boca/vagina. Esta barreira pode ser uma camisinha cortada - formando um retângulo - ou filme de PVC, usado na cozinha (rolopac, magipac, etc...).
Existem, ainda, outros meios de diminuir os riscos presentes no sexo oral:
• Evitar fazer sexo oral se tiver algum machucado, lesão ou inflamação na boca (inclusive gengivite).
• Evitar fazer sexo oral se tiver algum sangramento na boca ou se acabou de escovar os dentes e houve sangramento.
• Quem faz sexo oral em um homem deve evitar ejaculação na boca, e quem faz em uma mulher, deve evitar fazê-lo durante o período menstrual.

Qual é o risco presente na prática de sexo oral?
O sexo oral sempre foi tido como uma atividade de menor risco, mas nunca foi considerado sem risco algum. Vale lembrar que outras doenças sexualmente transmissíveis, como a sífilis, herpes e gonorréia, podem ser facilmente passadas por meio desta prática. A chance de transmissão do HIV por sexo oral é maior quando o soropositivo (ou o parceiro dele) tem DSTs não tratadas. Também é mais perigoso se tiver cortes abertos, úlceras ou machucados na boca, garganta infeccionada, amidalite ou alguma doença na gengiva.
Em geral, o perigo é maior para quem realiza o sexo oral, isto é, aquele que coloca a boca na região genital do outro: esperma, fluido vaginal ou sangue menstrual do(a) parceiro(a) poderão entrar em contato direto com a parte interna da boca, que freqüentemente tem lesões. Parece não haver riscos para quem recebe sexo oral, seja homem ou mulher.

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